Mensagem das autoras

Bem vindos ao blogue.
Esperamos que encontrem por cá ajuda para os vossos problemas ou para resolver as vossas curiosidades.
Caso não encontrem respostas às vossas dúvidas, não hesitem em escrevê-la num comentário, na Cbox ou num e-mail.
Apesar de termos alguns conhecimentos de saúde, não somos veterinárias e não sabemos diagnosticar os vossos coelhos, assim como não compactuamos com negligência. Casos de doença são para os veterinários.
Não pretendemos afirmar-nos como autoridades, mas sim facultar um local onde se possa aprender um pouco mais.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Vamos lá esclarecer uma coisa

Eu sei que muita gente não lê cabeçalhos nem informações, portanto vou-me citar.

Também não sei diagnosticar o que os vossos coelhos têm, isso é competência dos veterinários e é a um que se devem dirigir imediatamente caso algo não esteja bem com o vosso coelho.

E quando eu digo isto, falo a sério. Todas as semanas me dirigem e-mails a dizer que o coelho está assim ou assado e o que é que eu recomendo para dar ao coelho. Praticamente todos os e-mails recebem a mesma resposta: "Não pode dar nada porque não sabe o que o seu coelho tem, por isso dirija-se a um veterinário." Por vezes ainda recebem uma recomendação de isolamento enquanto não vão ao vet, mas pouco passa daí.

Aquela questão de ver na net e parecer ser qualquer coisa não é diagnosticar. Mesmo que ligassem a um vet e descrevessem a situação ele não poderia fazer o diagnóstico porque uma descrição pode levar a erros, pode falhar um pormenor importante ou fazer uma descrição errada. Portanto já podem imaginar que mesmo que eu fosse veterinária dificilmente vos poderia ajudar via e-mail.

A única atitude sensata quando o coelho tem alguma coisa é marcar consulta com um veterinário. Se quiserem ajuda sobre o que podem fazer até o levarem à consulta, aí talvez possa ajudar, mas por favor não me peçam nomes de medicamentos, princípios activos ou soluções caseiras para tratar um coelho que nem sabem o que tem.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tutu - Nádia Verçosa


Tenho um coelhinho de mais ou menos 3 meses. Ele é lindo e estou mandando uma foto. Meu filho deu o nome de Mascote, mas nos o apelidamos de TUTU. Ele é macho e não sabemos a sua raça. Ele adora comer milho. Moramos em Alvorada, RS, Brasil.
Grande abraço

terça-feira, 12 de maio de 2009

Como cuidar de coelhos órfãos ou rejeitados

Por sugestão da Ana Reis, aqui fica algo que já fazia falta ao blogue.

Confirmação da rejeição

A primeira questão que se põe é: os láparos foram mesmo rejeitados pela mãe? A resposta pode parecer fácil à partida para quem desconheça os hábitos dos coelhos "Se a mãe não lhes liga, nunca está ao pé deles nem a vejo a alimentá-los, então de certeza que os abandonou.". Errado. As coelhas só alimentam os filhotes duas vezes por dia, normalmente em alturas em que ninguém veja e se sinta absolutamente segura (algumas poderão amamentar com os donos por perto se tiverem muita confiança, mas é raro), pelo que é normal não se ver os láparos a mamar. Além disso, a coelha não se senta perto dos filhos para os aquecer.

NUNCA FORCE UMA COELHA A AMAMENTAR OU A IR PARA JUNTO DOS FILHOS.

Então, como se pode ver se os láparos foram rejeitados? Nos primeiros dias será fácil ver uma banda de leite na barriga caso estejam a ser devidamente alimentados. Os sinais de abandono são:
  • barriga encolhida
  • desidratação (urina acastanhada ou pele desidratada)
  • temperatura corporal baixa
  • pele com coloração estranha (não rosada)
  • grande frequência de gemidos e sons emitidos pelos láparos (devem manter-se sossegados durante a maior parte do dia se estiverem a ser devidamente alimentados)
  • movimentos demasiado lentos
Para pegar nos láparos lembre-se de não ter cheiros muito activos nas mãos (por exemplo detergentes/sabonetes fortes) e de passar ração para disfarçar o seu cheiro natural para que a mãe não os rejeite. Pegue-lhes só quando estritamente necessário e durante o menor tempo possível, especialmente nos primeiros dias.


Como cuidar de coelhos rejeitados ou órfãos

  1. Os coelhos devem ser alimentados apenas duas vezes por dia para mimetizar o que a mãe faria.
  2. Utilize colostro, leite de cabra ou substituto de leite de gato (por esta ordem de preferência) e nunca leite de vaca pois a sua composição é muito diferente. Poderá encontrar facilmente leite de cabra à venda nos supermercados (marca Président, por exemplo).
  3. Não providencie calor extra, pois poderá matá-los. A menos que a divisão onde se encontram esteja muito fria não há necessidade de aquecimento extra (e nunca directamente apontado aos láparos).
  4. Para os alimentar utilize uma seringa sem agulha, de preferência com pouca capacidade para que seja mais fácil controlar a saída da preparação. Também poderá usar um conta-gotas.
  5. Ao alimentar, segure o coelho na vertical, inclinando-o um pouco para trás.
  6. Forneça a preparação gota a gota muito lentamente, sem forçar o coelho a ingerir pois pode afogá-lo. O coelho deverá lamber as gotas da ponta do utensílio que usar.
  7. Após a alimentação, deverá estimular os láparos a fazerem as suas necessidades, utilizando para isso um algodão tépido. Passe o algodão lentamente na parte traseira dos láparos, por baixo da cauda, friccionando um pouco. Isto estimulará os coelhos tal como a mãe faria.
  8. Se tiver coelhos adultos ou alguém conhecido os tiver, providencia cecotrofos (os cocós mais pastosos e luzidios que os coelhos fazem todos os dias) para lhes fornecer as bactérias necessárias ao funcionamento correcto do seu intestino.
  9. Mantenha os coelhos quentes utilizando uma toalha e feno.
  10. Quando tiverem cerca de 10 dias, comece a dar-lhes feno para que se habituem a comer.
  11. Às 6 semanas os coelhos já não deverão mamar e já deverão ter começado a ingerir ração.
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