Mensagem das autoras

Bem vindos ao blogue.
Esperamos que encontrem por cá ajuda para os vossos problemas ou para resolver as vossas curiosidades.
Caso não encontrem respostas às vossas dúvidas, não hesitem em escrevê-la num comentário, na Cbox ou num e-mail.
Apesar de termos alguns conhecimentos de saúde, não somos veterinárias e não sabemos diagnosticar os vossos coelhos, assim como não compactuamos com negligência. Casos de doença são para os veterinários.
Não pretendemos afirmar-nos como autoridades, mas sim facultar um local onde se possa aprender um pouco mais.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Comportamento e idade

Quando os coelhinhos pequenos que trouxemos para casa há uns meses e que agora têm uns 4 ou 6 meses começam a alterar o comportamento, muitas vezes vemos as pessoas a fartarem-se e a decidirem vender ou dar o seu coelho. A verdade é que é algo que se deva esperar quando se adquire um coelho, e este post é uma espécie de guia sobre comportamentos normais na tão terrível "adolescência" dos coelhos.

Roer, explorar, ser hiperactivo. Tudo isto costuma vir com a explosão hormonal que acontece nessa altura e não podemos esperar que não o façam. Mesmo coelhos castrados/esterilizados tendem a fazê-lo, só que eventualmente com muito menor frequência, mas não se pode esperar que um coelho se torne em algo que não seja... bem, um coelho.

O que ouvimos dizer

"Não compreendo, a minha coelha nunca mordeu ninguém e esta semana já levei 4 ou 5 dentadas!"
"Por que é que o meu coelho insiste em correr à volta das minhas pernas? Ele não fazia isso..."
"Estava tão bem ensinado com o WC e agora é só cocós e xixis por todo o lado."
"Nunca roeu nada, por isso estava sempre solto. Quando acordei esta manhã o fio da televisão estava despedaçado e vou ter de comprar uma nova!"
"A minha coelha era tão sossegada e agora passa a vida a escavar, o meu tapete está arruinado."
"Encontrei a minha coelha a arrancar pêlo da barriga e a correr com ele na boca! E agora?"
" O meu coelho era tão querido connosco e agora mal nos deixa tocar-lhe. O que faço?"
"A minha coelha está constantemente a passar o queixo em tudo o que vê. O que quer isto dizer?"

Relembra-lhe alguma coisa? Bem, isto é apenas o normal da adolescência.



Quando acontece?

Esta mudança comportamental pode acontecer num espaço de tempo tão curto que parece simplesmente "do dia para a noite". Nos coelhos anões, estas mudanças podem acontecer logo aos 3 meses, embora o normal seja por volta dos 5 ou 6. Já as raças gigantes têm tendência para só entrar nesta fase um pouco mais tarde, por volta dos 8 meses.
A mudança para a fase adulta dá-se com cerca de 1 ano de idade.

O que fazer?

As duas palavras-chave são: paciência e fase. Apesar de o seu coelho actualmente parecer um terror de 4 patas, quando atingir a idade adulta irá acalmar, mas também não espere que volte a ser o bebé amoroso que era. A melhor solução é a castração/esterilização, e poderá consultar este post para mais pormenores.
Depois é ter paciência e promover um ambiente livre de perigos para o seu coelho e arranjar alternativas para o seu comportamento.

Explicação de comportamentos

Escavar - este comportamento é normal nos coelhos. Se lhe promover um local onde seja encorajado a escavar pode salvar o seu tapete preferido das unhas dele. Experimente arranjar uma caixa com material que encoraje o seu coelho a escavar, vá experimentando.

Roer - para mal dos seus pecados, este comportamento também é normal e muito possivelmente não desaparece completamente com a castração/esterilização. Contudo, se lhe arranjar madeira não tratada e outros objectos com que o seu coelho se possa entreter, poderá ser capaz de controlar o comportamento. Contudo, fios e móveis vão continuar a ser apetecíveis, por isso proteja-os e se necessário use água com vinagre, pois os coelhos não gostam do cheiro.

Marcar território com urina - bem, aqui não é difícil perceber onde querem chegar. O território é seu e portanto marcam-no com o seu odor para que seja identificável por outros. Se tiver mais do que um coelho ou outros animais, é provável que o comportamento seja mais frequente. Aqui a castração/esterilização costuma ser muito eficaz.

Passar o queixo nos objectos e pessoas - esta é outra forma de marcar território, muito comum em fêmeas que não têm tanto o hábito de marcar com urina. Mais uma vez a questão é "isto é meu".

Correr à volta das pernas - quando os coelhos correm em círculos à volta das pernas dos donos, é puro comportamento sexual quase no seu pico. Podem acompanhar estas corridas com barulhos ou até com uns jactos menos amigáveis de urina.

Retirar pêlo da barriga - este é um comportamento típico de fêmeas grávidas, mas também um sinal de que poderá estar com gravidez psicológica. Saiba mais sobre isso aqui.

Desaprender o uso do WC - este pode ser fomentado pela necessidade de marcar território e é muitas vezes completamente resolvido pela castração/esterilização. Uma boa dose de paciência ajuda a ensiná-lo de novo e não o tome como um caso perdido.

Montar - bem, este sim é o impulso sexual no seu pico. E não, não se irá resolver se resolver acasalar uma vez o seu coelho com outro, tire esses mitos da cabeça de uma vez por todas.


A maturidade

À medida que o tempo vai passando, os coelhos adultos têm tendência para serem menos activos. Os coelhos mais velhos têm tendência para se mover mais devagar, saltar menos, mas ainda assim poderão ser ensinados.
Se tiverem total acesso ao WC não irão notar grandes diferenças, mas se a ida implicar saltos e grandes manobras, então pode optar por fazer onde fica mais perto e ignorar os ensinamentos.
Quanto às horas de sono, também têm tendência para aumentar, embora quando acordem estejam ansiosos por comida como sempre estiveram.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Antibióticos: o que deve saber

Os antibióticos são medicamentos usados para combater infecções bacterianas. Muitas vezes vemos os donos dos coelhos pedir conselhos sobre o antibiótico utilizado em situações similares àquela em que o seu coelho se encontra para eles próprios fazerem a administração.

O problema é que não podia haver nada mais errado do que administrar medicamentos sem supervisão médica. Apenas alguns exemplos do que pode correr mal:
  • a doença do coelho não ser a que se pensava e atrasar-se a cura (e possivelmente provocar a morte)
  • o medicamento ser tóxico para o coelho ou provocar outras patologias que levem à morte
  • dar a dose errada, permitindo que as bactérias se tornem resistentes, além de que uma dose demasiado baixa pode não curar e uma demasiado alta pode matar
  • administrar mal o medicamento
  • usar mal uma forma farmacêutica (por exemplo, partir comprimidos gastro-resistentes, que perdem assim a sua eficácia)

O meu coelho está doente e acho que precisa de antibióticos

Se acha que o seu coelho pode estar doente, então leve-o a um veterinário com experiência em exóticos. Se ele decidir que o coelho necessita de tomar antibióticos, então poderá fazer duas coisas diferentes (ou as duas na mesma consulta):
  1. Administrar um antibiótico de largo espectro (que destrói várias espécies diferentes de bactérias) para tentar solucionar o caso e poder iniciar o tratamento de imediato.
  2. Fazer uma colheita das bactérias (através de expectoração, muco ou outro), procedendo seguidamente à identificação da bactéria e antibiograma (ver explicação abaixo).
Por norma, quando a primeira opção não resulta em melhorias num prazo definido pelo veterinário, é necessário mudar o antibiótico pois pode não estar a fazer efeito. Se assim for, não deixe que essa mudança seja feita aleatoriamente e exija que façam a colheita e análise.

Qual a importância de saber qual a bactéria e do antibiograma?

Nem todos os antibióticos funcionam da mesma maneira nem destroem as mesmas bactérias. O que os veterinários normalmente fazem para poderem começar logo o tratamento sem mais demoras é dar um antibiótico que actua sobre muitas bactérias (antibióticos de largo espectro), só que por serem tão usados, muitas bactérias em que normalmente eram eficazes desenvolveram resistências a esses (e outros) antibióticos.
Então o que se faz na análise? Primeiro a bactéria é recolhida, e fazem-se vários testes para determinar qual a espécie ou espécies presentes.
Seguidamente realiza-se o antibiograma. Coloca-se a bactéria numa placa que tem o meio ideal para o crescimento dessa bactéria, e colocam-se também pequenos discos com os antibióticos que mais provavelmente serão eficazes na destruição dessa bactéria. Depois de incubar à temperatura ideal, verifica-se ao pé de que discos de antibiótico não houve crescimento, o que significa que será eficaz.


Lembre-se de perguntar

Qual a duração do tratamento
Caso o tratamento seja injectável, pergunte se tem reacções adversas, nomeadamente dermatológicas (por exemplo queda de pêlo)
Se o tratamento for por comprimido e o médico aconselhar a parti-lo, pergunte se o comprimido é gastro-resistente. Se for não o parta (o comprimido perde o efeito) nem dê inteiro (dose demasiado elevada). Peça um tratamento alternativo.

Antibióticos de risco para coelhos

Ampicilina - enterite fatal em 40-100% dos casos, dependendo da dosagem
Amoxicilina - diarreia após administração oral
Cefalexina - diarreia após administração oral
Clindamicina - enterite fatal em 50-100% dos casos, dependendo da dosagem
Eritromicina - diarreia após administração
Espectinomicina - diarreia após administração
Espiramicina - nervosismo
Lincomicina - enterite fatal em 33-100% dos casos, dependendo da dosagem
Minociclina - redução da taxa de crescimento
Penicilina - enterite aguda/crónica após administração oral
Tilmicosina - reacção fatal não identificada
Tilosina - diarreia após administração
Vancomicina - toxicidade fatal em 100% dos casos

Se está tudo bem com a prescrição

Dê sempre a dose que o veterinário indicou.
Faça o tratamento durante todo o tempo indicado pelo veterinário, mesmo que o coelho aparente estar curado.
Não salte doses.
Se tiver dúvidas, contacte o veterinário.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Arranjei um coelho novo demais... E agora?

Deparamo-nos muitas vezes com casos de pessoas que só quando chegam ao blogue percebem que adquiriram o coelho demasiado novo e que isso pode trazer consequências graves num futuro bastante próximo. Essas pessoas deparam-se então com uma simples questão: "E agora?".

A primeira coisa a fazer

A primeira coisa que o dono de um coelho com menos de dois meses deve fazer é tentar contactar a pessoa a quem o comprou. Se a pessoa for compreensiva (infelizmente muitos não são e dizem que é tudo mentira ou simplesmente que já não é obrigação deles) pode aceitar recebê-lo de volta até que complete os dois meses de idade (só valerá a pena se o vendedor for o criador, caso seja uma loja não deve interessar pois provavelmente a progenitora estará longe).
O problema maior, caso o anterior dono aceite tê-lo de volta, será a rejeição por parte da mãe. Ainda assim é positivo se conseguir que o pequeno ingira os cecotrofos da progenitora, o que lhe fornecerá as bactérias necessárias ao sistema digestivo.


Se o criador não o aceitar de volta

O que fazer: ir ao veterinário imediatamente para verificar o estado de saúde do coelho e eventualmente prescrever suplementos ou fazer a desparasitação.
A alimentação: assegurar-se que come bastante feno, o que ajuda a prevenir diarreias. Investigue qual a ração que o coelho comia anteriormente para que não haja uma mudança brusca, e vá mudando gradualmente para uma ração de qualidade. Os vegetais e fruta devem ser introduzidos às 12 semanas, um de cada vez e ao ritmo de um por semana para que se possa saber se um alimento causa diarreia.
A saúde: se um coelho novo ficar com diarreia, não espere para ver se melhora e vá ao veterinário com ele. Muitos coelhos jovens morrem quando os donos ficam a ver se a crise passa. Assegure-se que o coelho urina e defeca regularmente e a um ritmo normal e não espere por dias melhores se não o fizer (vet imediatamente). Qualquer outro sinal de doença deve também ser levado muito seriamente.
O comportamento: se o seu coelho apresentar algum comportamento estranho como letargia, ficar muito parado ou mole, se parecer exausto quando não tem motivos para tal então poderá ser um sinal de doença bastante alarmante, e também não deverá ser motivo para não reagir.
Se conseguir: arranje cecotrofos de coelhos adultos para que o seu coelho os possa ingerir.


Mantenha sempre presente que a saúde destes coelhos terá sempre tendência para ser mais frágil, mas uma actuação rápida poderá salvá-lo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Panfleto sobre como cuidar de coelhos - alterado

Pela sugestão de utilizadores de um fórum que frequento, fiz um pequeno panfleto tripartido (daqueles para dobrar em 3) com a informação básica sobre coelhos.

Têm autorização expressa para o reproduzir e distribuir se assim o entenderem. Quer em Portugal, quer no Brasil. Peço só que não alterem nada do original. Se acharem que devia ser alterado, por favor contactem-me.

Podem fazer o download do PDF aqui. Se o link expirar, por favor contactem-me.

Peço a quem fez download do ficheiro anterior que volte a fazer. Existiam dois erros na escrita que foram devidamente corrigidos. Obrigada!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Como identificar a raça do coelho?

Existem alguns passos que se podem tomar para identificar a raça do coelho para olhos menos experientes. Mais tarde falarei concretamente das raças, mas lembre-se que só será um coelho de raça se corresponder ao standard e não apenas se cumprir com os requisitos aqui citados. São apenas guias para descobrir qual a raça a investigar.

As orelhas

O primeiro indicador é o mais evidente: as orelhas. Atente se são caídas (orelhudos/lop) ou erectas e no seu tamanho (muito curtas como os Lionhead ou grandes como os Rex). Este será um bom indicador de que raças poderá investigar e que raças pode excluir à partida (e também se é um bom exemplar da sua raça).




O tipo de pêlo

Outro indicador facilmente identificável. Se o seu coelho apresenta pêlo comprido distribuído uniformemente pelo corpo, então tem algumas hipóteses como American Fuzzy Lop, todos os Angoras, todos os Teddys e Jersey Wooly. Se o pêlo comprido se limita à zona da cabeça (e eventualmente um saiote), então terá os Lionhead. Se o pêlo for curto e denso, terá muitas outras raças diferentes.




O tipo de corpo

Arco completo: os coelhos revelam um arco começando atrás do pescoço e acabando junto à cauda. Muito possivelmente terá maior altura que comprimento. Como exemplo temos os Britannia Petite (primeira imagem em baixo), Belgian Hare, Checkered Giant, English Spot e Rhinelander.

Meio arco: os coelhos têm um arco começando atrás dos ombros e continuando até à cauda. Como exemplo temos os Beveren (segunda imagem), English Lop, Flemish Giant e Giant Chinchilla.

Compacto: os coelhos são curtos e pouco largos. Como exemplo o Mini Lop (terceira imagem), American Fuzzy Lop, Dutch, Dwarf Hotot, English Angora, Florida White, Holland Lop, Jersey Wooly, Lilac, Mini Lop, Netherland Dwarf, Polish e Silver.

Comercial: são tidos como os coelhos "de criação" ou de produção de carne, apresentando um tamanho médio, um corpo arredondado e firme e uma largura considerável. Como exemplo o Rex (quarta foto), American Chinchilla, American Sable, Californian, Champagne d’Argent, Cinnamon, Crème d’Argent, French Angora, French Lop, Giant Angora, Harlequin, Hotot, New Zealand, Palomino, Satin, Satin Angora, Silver Fox e Silver Martin.





Marcações

Existem algumas raças que têm marcações características, sendo fácil distingui-los.



Hotot / Dwarf Hotot (passível de aparecer em Lionhead)


Harlequin (passível de aparecer em Lionhead)


Dutch


Checkered Giant


Himalayan


English Spot

Peso

Outra característica importante é a classe de peso em que se integra o seu coelho e se corresponde ao standard.

Coelhos anões (até 1,700kg): american fuzzy lop, brittania petite, dwarf hotot, dwarf teddy, holland lop, mini lion lop, mini lop, netherland dwarf, polish, teddy lop

Coelhos pequenos (até 2,700kg): cashmere lop, dutch, florida white, havana, himalayan, jersey wooly, lionhead, mini rex, silver, tan

Coelhos médios (até 4,100kg): american sable, belgian hare, english angora, english spot, french angora, harlequin, lilac, rex, rhinelander, satin angora, silver marten, standard chinchilla

Coelhos grandes (até 5kg): american, american chinchilla, beveren, californian, champagne d'argent, cinnamon, crème d'argent, english lop, giant angora, hotot, new zealand, palomino, satin, silver fox

Coelhos gigantes (acima de 5kg): checkered giant, flemish giant, french lop, giant chinchilla

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Harry


História do Harry

Um dia fui com meu namorado comprar medicamento para o meu cachorro em um supermercado animal perto de casa, passando pela área de animais a venda me deparei com um coelhinho pequeno e descabelado que me encantou na hora! Ele era tão diferente dos outros coelhos e tão engraçadinho que me deu vontade de leva-lo, ainda mais quando ele veio em minha direção e ficou me olhando, mesmo não sabendo se era macho ou fêmea o nome já tinha me vindo a mente: Harry! Meu namorado achou que era uma má idéia pois eu não conhecia nada de coelhos, então acabei deixando para lá.

Na semana seguinte fui levar meu cachorro no veterinário lá para operar, e o coelho descabelado continuava lá, e me olhou nos olhos novamente, mostrei para a minha mãe que também o achou uma graça, então fiquei decidida que o levaria para casa, não pude leva-lo naquele momento pois ainda tinha meu cachorro recém operado para levar para casa, isso era na quarta-feira. Então pesquisei para saber o que era cuidar de um coelho, e foi ai que descobri da existência das raças anãs.

Na sexta meu namorado concordou em me levar para compra-lo e acabou que a família dele foi conosco, pai, mae, irmao, sobrinha...todo mundo para ver o novo membro da família. Fiquei com medo de que ele não estivesse mais lá, mas aquele peludo descabelado ainda estava, lindinho como sempre e todos também ficaram encantados com o pequeno. Meu namorado perguntou se eu não preferia comprar um mais novo, pois o vendedor informou que aquele deveria ter de 5 a 8 meses já, fiquei um pouco na dúvida, pois queria que ele se acostumasse bem comigo, mas não podia fazer isso com o "Harry" pois pensava que seria mais dificil a loja vende-lo pela idade, e quando descobri que era um macho mesmo, o nome servia perfeitamente, era para ser! O levamos para casa, e ele chegou muito assustado, não queria muito papo, mas com o tempo ele foi se acostumando comigo.

Fazem apenas 12 dias que ele está em casa, mas já é meu filhote, fica no meu pé me cheirando quando é a hora de brincar, ele é um amorzinho, ainda fica um pouco assustado, e não quer nem pensar em colo, acho que com o tempo mais tempo ele pode acostumar, mas com certeza já conquistou a mamãe =)

Ah, somos de São Paulo, Brasil!

Ass: Harry e Natasha

terça-feira, 7 de abril de 2009

A minha estória com coelhos

Praticamente desde sempre que me lembro de a minha avó ter coelhos de criação em casa, e sempre que havia ninhada lá em casa era uma festa. Os pobres bichos nunca se safavam de me aturar e se fosse preciso passava horas a olhar para eles.

Por volta dos 7 ou 8 anos, não sei porquê, meti na cabeça que queria ter um coelho em casa (já nem eu me lembro, nem a minha mãe). A minha mãe ficou desgostosa porque o máximo de animais que tínhamos em casa eram pássaros e não tínhamos condições para ter coelhos, até que em conversa com uma colega de trabalho soube da existência dos coelhos anões.

Para minha sorte, essa colega tinha tido uma ninhada e até estava a vendê-los, mas eu recebi uma coelhinha à borla. Era uma arraçada, branca com manchas castanhas e uma reguila de primeira, que nunca chegou a ter nome definido mas ficou com algo parecido com Jákiná. A coelhinha durou anos e anos e chegou a ter uma ninhada de coelhos lindos (um preto, um caramelo e três malhados), mas infelizmente fugiu e foi atacada por um cão.

Recentemente, cerca de 14 anos após a primeira vez que tive a ideia de ter coelhos, resolvi tê-la de novo. Sou a primeira a admitir que o desejo foi despoletado por causa de uma série de tv, em que uma das personagens adoptou um bélier branco, mas a verdade é que quanto mais pesquisava, mais queria um coelho.

Saiu-me uma coelha, a Sushi, uma rafeirinha branca com manchas pretas que nasceu dia 02/08/08. Infelizmente, por ter saído cedo demais da mãe, morreu um mês depois de estar comigo, no dia 14/10/08. Acho que sempre me vou culpar por não ter pedido ao criador para ficar com ela até aos 2 meses e é uma das razões porque sou tão a favor dos 2 meses.

Finalmente, no dia 19 de Outubro, decidi ir em busca do coelhinho seguinte, e até já tinha tudo idealizado: queria um coelho (macho, já que sempre tive fêmeas), de preferância cor de caramelo e de orelhas erectas. E como todos sabem, calhou-me uma mini lop preta, mas depois de a ver foi-me quase impossível olhar para outros.

Actualmente ela conta com cerca de 8 meses, 6 deles passados connosco e espero que fique mais 10 anos.

E agora, como é que os leitores decidiram ter um coelho? Foi impulso de compra por ver na loja, uma decisão tomada porque um amigo tinha, algo muito pensado durante meses...?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coelho: características gerais e raças


Taxonomia

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Lagomorpha
Família: Leporidae
Género: Oryctolagus
Espécie: Oryctolagus cuniculus

Características

Tamanho: varia com a raça e/ou cruzamentos
Peso: varia com a raça e/ou cruzamentos (podendo ir das 700g até aos 11kg)
Período de gestação: 28 a 32 dias
Maturidade sexual: entre os 4 e os 8 meses (4 para raças mais pequenas e 8 para as maiores)
Alojamento: espaço suficientemente grande para se esticar vertical e horizontalmente e liberdade para correr cerca de 2h/dia, isolado de correntes de ar e vagas de frio ou calor
Alimentação: feno e água como base, complementados com ração, vegetais e fruta
Higiene: o coelho lava-se por si próprio, sendo os banhos proibidos; lavar os compartimentos e utensílios pelo menos uma vez por semana; usar litter apropriado no WC (rolos prensados) e nunca areia
Coelhos como animais de estimação: os coelhos dão animais de estimação excelentes desde que não se criem expectativas irreais. São bastante silenciosos, podem ser ensinados a fazer as necessidades num local e não necessitam de ir à rua. Dependendo de cada coelho, poderão ser mais ou menos amistosos, havendo desde aqueles que gostam de ficar no colo até àqueles que só aceitam festas quando lhes apetece.

Raças

Coelhos anões (até 1,700kg): american fuzzy lop, brittania petite, dwarf hotot, dwarf teddy, holland lop, mini lion lop, mini lop, netherland dwarf, polish, teddy lop
Coelhos pequenos (até 2,700kg): cashmere lop, dutch, florida white, havana, himalayan, jersey wooly, lionhead, mini rex, silver, tan
Coelhos médios (até 4,100kg): american sable, belgian hare, english angora, english spot, french angora, harlequin, lilac, rex, rhinelander, satin angora, silver marten, standard chinchilla
Coelhos grandes (até 5kg): american, american chinchilla, beveren, californian, champagne d'argent, cinnamon, crème d'argent, english lop, giant angora, hotot, new zealand, palomino, satin, silver fox
Coelhos gigantes (acima de 5kg): checkered giant, flemish giant, french lop, giant chinchilla

(Posteriormente farei tópicos a falar um pouco de cada grupo de coelhos. Incluí nesta lista algumas raças que ainda não são reconhecidas.)

Tuig



Gêisa Maria

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Floppy



Para quem ainda não sabe, ou não conhece, o Floppy é um coelho orelhudo. Nasceu no dia 8 de Janeiro de 2009, juntamente com mais 4 irmãos: dois pretos, um castanho igual a ele, e um preto e castanho.
Agora, o Floppy já tem dois meses e três semanas e está comigo desde o dia 14 de Março (quando o comprei - o que faz uma semana e poucos dias). Surpreendentemente, parece que este bichinho já está comigo desde sempre. Digo isto não só por o sentir mas também por ele se ter adaptado extremamente bem às novas rotinas e hábitos cá de casa.
Mais surpreendente ainda foi a reacção dos meus pais, visto que sempre me desencorajaram a ter animais de estimação. Estão os dois encantados com o novo bichinho. O meu pai, para me provocar, até o chama de Asdrúbal. A minha mãe, em falas mansinhas, vai dizendo todos os dias ao Floppy: "Oh coelhinho, tu és tão bonito". Estamos todos muito felizes com ele e por tê-lo cá em casa.

Mar
http://aventuras-do-floppy.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Centro Veterinário de Exóticos do Porto



Em pleno coração do Porto podemos encontrar a primeira clínica inteiramente dedicada a exóticos: o Centro Veterinário de Exóticos, onde os únicos que não podem entrar são cães e gatos.

Esta foi a minha segunda incursão ao local, sendo que a primeira se deveu a uma pasteurelose da Nneka. Quer a Dr.ª Francisca (que me atendeu da primeira vez), quer o Dr. Joel são de uma simpatia contagiante e vê-se que sabem o que fazem e que gostam de o fazer.

A minha conversa hoje foi com o Dr. Joel, que me apresentou ao espaço depois de longas horas de cirurgia a um coelho para remoção de um abcesso. Hoje, nem de propósito, quase todos os clientes da clínica eram nem mais nem menos que coelhos.


Desde a bélier que tinha sido submetida à cirurgia meia hora antes, a uma coelhinha de sete meses à qual tinha sido retirado um abcesso (infelizmente devido à má alimentação o abcesso desenvolveu-se de tal modo que afectou o olho esquerdo e este teve de ser retirado, além de ela ter feito reacção a um dos medicamentos, provocando-lhe peladas enormes), e por fim uma coelha nervosa que estava à espera da cirurgia para remoção de um tumor. E claro, a Nneka que finalmente foi fazer uma visita ao Dr. Joel.


O centro está incrivelmente bem equipado possuindo, além da usual sala de atendimento e gabinetes necessários, um gabinete para o raio-X, uma sala de cirurgia, um laboratório, uma ala de recobro e a zona onde se encontra a mascote da clínica: o coelho Calimero, um comilão de olhos azuis.



Na ala de recobro estava um conuro, um papagaio com hepatite e um canário mal humorado. A verdade é que, segundo o Dr. Joel, a maioria dos clientes são mesmo coelhos, existindo também muitos papagaios e tartarugas (e claro, porquinhos da índia, hamsters, canários, etc).



Por fim, a grande questão era "como se chega a veterinário de exóticos?", e foi exactamente isso que perguntei ao Dr. Joel.
"Essencialmente faz-se a faculdade toda de novo. Tudo o que aprendemos sobre cães e gatos temos de reaprender sobre coelhos, tartarugas, aves e todos os outros animais que atendemos. O conceito de animal exótico é muito abrangente."
E tudo isto através de um processo essencialmente autodidacta. Apesar de existirem formações e workshops sobre os temas, a nível de formação académica os exóticos são quase inexistentes. Vale-nos o doutor, que actualmente lecciona algumas aulas sobre exóticos na cadeira de Patologia no ICBAS, onde ele próprio tirou o curso de Medicina Veterinária.



E como veterinários exóticos há poucos, depois do esclarecimento de algumas dúvidas o doutor teve de sair, porque não só tem aquela clínica como ainda ajuda noutra e num hospital veterinário.

Caso seja da zona do Porto, basta clicar no nome do centro no início do post e irá dar ao site onde pode consultar mais informações sobre o centro. Por hoje é tudo sobre o centro, esperamos voltar lá para mais umas trocas de ideias e desejamos as melhoras aos pacientes que estavam na clínica.

A falta de formação dos veterinários

Este é um artigo de opinião, fundamentado em experiências pessoais e de pessoas das minhas relações que têm coelhos como animais de estimação. Quem não concordar com ele está livre de se expressar através de comentários, mas tenho o direito (e irei exercê-lo caso ache necessário) de apagar comentários que usem de linguagem abusiva.


Falando como actual dona de uma coelha e anterior possuidora de outras duas desde há 12 anos para cá, denoto cada vez mais uma falta enorme numa classe tão necessária a quem se encontra na minha situação. Uma grande quantidade de veterinários parece não estar à altura do desafio de atender os coelhos de estimação.

Logicamente não me refiro a todos, e pessoalmente conheço alguns perfeitamente capazes e incrivelmente competentes. O meu problema é com os restantes.

Quem possa ler isto perguntar-se-á provavelmente porque me dou ao trabalho de escrever isto, uma vez que já estou bem servida. A questão é simples: todo este blogue é construído para tentar superar lacunas de informação, lacunas essas que deviam ser primariamente preenchidas pelas pessoas supostamente competentes, e chego a uma altura em que fico um pouco cansada de ver tanta gente mal informada a confiar cegamente nos seus veterinários (e como não confiar quando não se tem informação em contrário?).

A minha questão é a seguinte... Se profissionais como médicos ou farmacêuticos não se podem dar ao luxo de ficar para trás na informação, sendo os veterinários profissionais de saúde também, porque se desleixam? Não pensem os veterinários que não compreendo a posição de terem de saber informação sobre 500mil espécies diferentes e de não gostar tanto de uns animais como de outros. A minha questão é o porquê de não terem a humildade suficiente de dizerem "não sei, mas vá ter com esta pessoa que pode atendê-lo devidamente"?

Porque continuam a insistir em atender animais para os quais não estão capacitados, porque não admitem ter de consultar um livro mais especializado durante uma consulta e preferirem simplesmente atirar respostas para o ar? Como é que um veterinário pode dizer que a recusa de comida se pode dever ao facto de a coelha estar com o cio, quando na verdade as coelhas nem cio têm?

Por esta altura já nem peço tanto ao ponto de querer que os veterinários aprendam mais sobre coelhos. Só peço a humildade de dizerem que não sabem e não condenarem mais coelhos à morte e donos ao sofrimento.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quais os próximos tópicos?

No próximo dia 4 entrarei em férias, o que me dá um pouco mais de tempo para escrever aqui no blogue.

A questão é: o que é que os leitores (especialmente os assíduos, que provavelmente conhecem os conteúdos já abordados por aqui) querem saber?

A Gêisa já sugeriu um post sobre o comportamento ao longo da idade e tratarei dele assim que conseguir, já que não é um tópico fácil nem linear, por isso não sei quando o terei pronto.

A Mónica também já me pediu o standard do Lionhead e está prometido há dois meses, pelo que irei tratar dele o mais rapidamente possível.

Agora, além da Gêisa e da Mónica, suponho que existam mais alguns leitores que não são comentadores tão activos mas que decerto gostariam de ver aqui alguns tópicos. Eu sei que ali de lado tenho alguns, e serão esses os desenvolvidos se não obtiver respostas, mas a prioridade aqui é informar quem se interessa e ainda tem dúvidas, por isso coloquem aí o que querem, quantos mais pormenores, melhor.

Obrigada!
(e já agora enviem fotos dos vossos coelhinhos. Vejam mais informaões aqui)

Lojas Online - onde comprar quando não há perto de casa

Note-se que o blog ou a autora não recebem patrocínios ou compensação de qualquer ordem. Apenas se tenta prestar um serviço aos leitores. Se detectarem alguma irregularidade com alguma loja ou serviço, por favor comuniquem via ocoelhoanao@gmail.com . Se for o responsável por uma das lojas e desejar que retire o seu contacto, por favor encaminhe a sua reclamação para o mesmo endereço de email.

http://www.petsplace.com.pt/
Esta loja chegou a ter um espaço físico em Lisboa que encerrou recentemente, tendo-se o dono dedicado à loja online por completo. As pessoas são de confiança e, segundo ouvi, prestam bom serviço. As más línguas dizem que o dono às vezes até vem cá tirar umas ideias.


http://www.girafaonline.com/
Uma das maiores e mais conhecidas lojas online portuguesas. Têm um grande espólio de produtos e facilmente encontrará o que procura.


http://www.petmanias.com/
Loja com referências e pessoas simpáticas a atender. Tive oportunidade de me cruzar com as responsáveis na AVISAN e acabei por fazer uma compra, embora uma outra tentativa não tenha resultado.


http://www.animalcare.pt/loja/catalog/
Uma loja desconhecida para mim até hoje, mas que possui um bom catálogo. Uma hipótese a considerar.


http://www.bancadobenjamim.com/catalog/
Apesar de um espólio pequeno, tem produtos de qualidade. Uma hipótese a analisar.


http://pet4you.net/
Posso dizer que a nível de preferências para mim não será a ideal, mas há produtos que merecem uma olhadela.


http://www.miaudogs.com/loja/index.php
Também desconhecida até hoje, tem uma boa apresentação e um catálogo pouco amplo mas com artigos essenciais. Parece-me uma boa hipótese.


http://www.amypet.net/
Tem um catálogo pouco amplo, mas com produtos da marca Versele-Laga, tão procurados pelos donos dos coelhos.



http://www.lojakoala.com/index.asp
Uma loja com alguns produtos, nenhum particularmente interessante, mas quem quiser dar uma olhadela...

Os coelhos dos leitores

Por sugestão da comentadora mais assídua do blogue, volto a relançar o desafio que lancei no dia 21 de Janeiro.

Quero conhecer os coelhos dos nossos leitores. Dito isto, aqui vai a ideia: fazer um post (ou vários, dependendo do número de fotos que enviarem) com as fotos dos vários coelhos de quem vem cá ao blogue.

Junte informações as informações que que valem a pena, como o nome do(s) coelho(s), o nome/nick do dono, a idade do coelho, a cidade, a data de nascimento... O que quiser. Ou se preferir não junte nada, fica à sua vontade.

Se quiser participar, envie-me a imagem para o mail do blog: ocoelhoanao@gmail.com ou caso prefira não revelar o seu e-mail, envie o link para a imagem num comentário.

Se não sabe como hospedar a imagem num site, aqui ficam duas hipóteses:

Picoodle.com
  1. Escolha a imagem que quer enviar.
  2. Vá ao site.
  3. Clique em "Browse" e seleccione a imagem que escolheu.
  4. Clique em "Upload it".
  5. Vai-lhe aparecer uma nova página com a miniatura da sua foto e vários códigos (pode demorar vários minutos).
  6. Vá até ao fundo da página e copie o código situado na caixa que está imediatamente por baixo de "Direct link to image URL of image.".
  7. Dirija-se a este blogue.
  8. Envie um comentário com o seu nome (ou como quer ser designado quando a imagem for colocada), o nome do coelho e cole o código/link que copiou do site.
ImageShack
  1. Escolha a imagem que quer enviar.
  2. Vá ao site.
  3. Clique em "Browse" e seleccione a imagem que escolheu.
  4. Clique em "Host it".
  5. Vai-lhe aparecer uma nova página com a miniatura da sua foto e vários códigos (pode demorar vários minutos).
  6. No cimo da página encontrará uma caixa que diz "Direct link to image" e copie o que está nessa caixa.
  7. Dirija-se a este blogue.
  8. Envie um comentário com o seu nome (ou como quer ser designado quando a imagem for colocada), o nome do coelho e cole o código/link que copiou do site.
(o post original é do dia 21 de Janeiro e foi editado a 1 de Abril de 2009)
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